domingo, 1 de janeiro de 2012

Temas da Crítica



(André Luiz / Chico Xavier)

Procure silenciar onde você não possa prestar auxílio.

A vida dos outros, qual se afirma na expressão, é realmente dos outros e não nossa.

Devo compreender que o erro de outrem, hoje, talvez será o meu amanhã, já que nas trilhas evolutivas da Terra todos somos ainda portadores da natureza humana.

O tempo que se emprega na crítica pode ser usado em construção.

Toda vez que criticamos alguém, estamos moralmente na obrigação de fazer melhor que esse alguém a tarefa em pauta.

Anote: em qualquer tempo e situação os pontos de vista e as oportunidades, os recursos e os interesses, o sentimento e a educação dos outros são sempre muito diversos dos seus.

Criticar não resolve, porque o trabalho da criatura é que lhe determina o valor.

Quem ama ajuda e desculpa sempre.

Não condene, abençoe.

Lembre-se: por vezes, basta apenas um martelo para arrasar aquilo que os séculos construíram.

(André Luiz / Chico Xavier - Livro: Sinal Verde)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Santa Catarina um ano depois da saída do estaleiro da OSX

Vera Gasparetto
de Florianópolis/SC

Neste mês, completou um ano do anúncio da transferência do estaleiro da OSX, do megaempresário Eike Batista, de Biguaçu, na Grande Florianópolis (Santa Catarina), para o Porto do Açu, no Rio de Janeiro. Portogente acompanhou todos os lances da batalha ambiental travada na ocasião entre ambientalistas, pescadores, maricultores, ativistas comunitários, setores do governo e empresários.

Nessa batalha, um ano depois nossa reportagem conversa com alguns dos personagens dessa batalha histórica para avaliar as perdas e ganhos econômicos, sociais e ambientais. A primeira entrevista traz o advogado da Associação Montanha Viva, Eduardo Lima.

* Leia aqui todas as reportagens sobre o caso no Portogente

Portogente – Qual a sua avaliação sobre o processo do estaleiro OSX um ano após o anúncio da empresa em mudar-se para o Rio de Janeiro?
Eduardo Lima – Do ponto de vista do resultado almejado foi positivo, eis que obstou um empreendimento, cujos estudos ambientais elaborados, apresentaram inúmeras inconsistências. Vale lembrar que até o presente momento não se soube efetivamente quais as razões técnicas produzidas pelo grupo de trabalho criado no âmbito do Ministério do Meio Ambiente que manifestou posição contrária.

Portogente – Santa Catarina foi prejudicada com a transferência do estaleiro?
É um discurso dúbio que, dependendo do interessado, tem resultado diverso. Para aqueles que apostaram tudo no empreendimento, valendo-se de pressão política, econômica, o resultado para economia certamente não foi produtivo. Contudo, para os que dependem de atividades econômicas calcadas no turismo, na pesca, na maricultura, significou, ainda que momentaneamente, a preservação de seus empregos. Vale apenas ressaltar que pelo quinto ano consecutivo Santa Catarina é referência nacional no segmento Turístico.

Portogente – O senhor acredita que houve ganhos sociais e ambientais com a não instalação do projeto?
Quem está acompanhando a implantação do empreendimento no Rio de Janeiro pode ter percebido que problemas já estão ocorrendo, desde a desapropriação dos imóveis, questões ambientais, desemprego, etc. Quem garantiria que não aconteceriam o mesmo em Santa Catarina? Do ponto de vista ambiental, o ganho que possa ter havido foi não liberação de um empreendimento cujos estudos ambientais não apresentaram um resultado confiável, e se não havia confiabilidade nos dados obtidos, dificilmente na prática teríamos outro desfecho. Afinal, uma pergunta que não quer calar: qual a destinação será dada ao imóvel do estaleiro?


Fonte: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=59104&sec=31

Santa Catarina não perdeu com saída da OSX

Vera Gasparetto
de Florianópolis/SC

Santa Catarina, mais especificamente Florianópolis, deu exemplo de consciência e pressão coletivas no episódio da implantação do estaleiro da OSX, em Biguaçu, e não perdeu nada. Esta é a avaliação do advogado e líder comunitário da Praia da Daniela, João Manoel do Nascimento. Nesta entrevista ao Portogente, ele fala sobre a luta um ano depois da desistência da instalação do estaleiro em solo catarinense.

* Santa Catarina um ano depois da saída do estaleiro da OSX
* Leia aqui todas as reportagens sobre o caso no Portogente

Portogente – Qual a sua avaliação sobre o processo do estaleiro OSX um ano após o anúncio da empresa em mudar-se para o Rio de Janeiro?
João Manoel do Nascimento – O episódio deste mega-estaleiro que queria se instalar em um local absolutamente inapropriado e com financiamento público marcou a história da região metropolitana de Florianópolis, pois poucos se arriscavam a acreditar no sucesso de uma massa tão heterogênea da população que não queria arcar com os imensos impactos negativos. Sem dúvida, cidadãos comuns, professores universitários, pequenos empresários, pescadores artesanais e ecologistas passaram a acreditar que vale a pena resistir contra o superficial discurso das vantagens da geração de empregos em decorrência de uma atividade industrial inexistente nesta região turística, mesmo que boa parte da mídia e quase todos os políticos estivessem defendendo o empreendimento. É certo que a luta pela preservação da natureza, pela harmonização de novos projetos ao perfil econômico da região e pela manutenção da qualidade de vida de um modo equilibrado não é um objetivo que findou com o anúncio da desistência da instalação deste gigantesco complexo industrial na Baía de São Miguel. Considerando que tantos políticos estavam do lado do empreendedor, pois o licenciamento ambiental ocorria em pleno período de campanha eleitoral, a vitória da ciência e da legalidade será lembrada durante muitos anos.

Portogente – Santa Catarina foi prejudicado com a desistência da OSX?
Na medida em que o desenvolvimento não deve ser visto sob a ótica superficial do desenvolvimento egoísta, do lucro em curto prazo e a qualquer custo, nenhum prejuízo foi causado. A economia do estado de Santa Catarina é extremamente dinâmica e diversificada e seus alicerces não foram construídos sob promessas de especuladores que contariam com recursos provenientes quase exclusivamente de financiamento público. A economia local baseada primordialmente no turismo, que é muito menos concentrador de riquezas e menos impactante à natureza, não sofreu prejuízos.

Portogente – O senhor acredita que houve ganhos sociais e ambientais com a não instalação do projeto?
O cidadão comum, principalmente de classe média, associações de moradores, maricultores, pescadores artesanais, pequenos empresários, cientistas e ecologistas passaram a acreditar no poder de mobilização coletiva. Numa democracia que doutrina todos a acreditarem na benevolência de seus representantes eleitos, o episódio representou uma importante transformação social.

Fonte: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=59188

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Poema de paz



Paz e pureza no coração é o que conta.

Paz, para mandar de volta para o mundo exterior toda ideia de desgraça, de proibição contra o sexo, contra as raças, contra as diferenças, contra a liberdade, contra o coração, contra a própria natureza e o seu jeito de criar.

Neste instante, não quero medo nem pavor de nada.
Tudo se faz se for "eu com Deus"!

"Eu com Deus" é a pílula que dissolve qualquer problema.

"Eu com Deus" é a chave de qualquer porta, é a seta que orienta em cada encruzilhada.

"Eu com Deus" é a possibilidade em cada momento.

"Eu com Deus" é o sucesso em cada chance.

"Eu com Deus" é o auxílio que me leva além da curva do caminho, na conquista das minhas necessidades.

"Eu com Deus" é a pureza no coração, é deixar que minha alma brilhe com expressão, é encontrar a felicidade e a realização.

"Eu com Deus" tudo resolve, porque Deus só me recebe se eu for puro.

Portanto, nesta resolução eu mudei, mudei onde precisava começar a mudança:

No meu coração, numa nova atitude.

Agora sustento essa atitude, purificando-me a cada dia.

Decidi pelo Bem.

Decidi pensar no melhor.

Decidi ficar com aquilo que é simples, mas grandioso.

Decidi por mim.

Decidi que não tenho que me limitar na limitação do outro.

Decidi não sofrer no sofrimento do outro.

Decidi não me preocupar com a preocupação do outro.

Decidi não ficar ansioso pela ansiedade do outro.

Decidi não ficar triste pela tristeza do outro.

Decidi não ficar frustrado pela frustração do outro.

Decidi que basta a minha vida.

Porque assim a natureza me decidiu.

Não estou aqui para a desgraça, estou aqui para a felicidade e para a conquista.

Assino hoje a minha carta de libertação.

Fico mesmo em paz.

Fico na paz e na pureza do meu coração.

(Trecho extraído do livro "Calunga - verdades do espírito", de Luiz Gasparetto)

Fonte: http://www.vidaeconsciencia.com.br

terça-feira, 22 de novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

M A N I F E S T O “Declaração de Princípios da Cidadania Planetária”




Princípios:

Exerça plenamente a sua nacionalidade, mas não esqueça: somos todos cidadãos planetários.

Por conseguinte, formamos uma só família ante o cosmos. É bom recordar que, para quem nos vê de fora, nada mais somos do que uma família vivendo em um berço planetário.

Se somos uma família, torna-se inconcebível a falta de indignação diante do estado de miséria – tanto material quanto espiritual – em que vive grande parcela dos irmãos e irmãs planetários.

Existe uma força política na sociedade que, quando estrategicamente direcionada, exerce em toda sua plenitude o direito e o dever de cobrar das forças estabelecidas o honroso cumprimento dos direitos humanos. Essa “força íntima” é pacífica porém ativa; suave na tolerância, jamais violenta, mas perene na exigência contínua de se construir a paz, a concórdia e a inadiável consciência quanto à necessidade de se melhorar as condições do nível de vida na Terra. Exercer essa força no cotidiano das nossas vidas, agindo localmente com a atenção voltada para o aspecto maior planetário, é dever de cada um e de todos.

Respeitar as forças políticas estabelecidas, os governos regionais e nacionais; valorizar as organizações representativas de caráter mundial – imprescindíveis para a evolução terrestre – mas, acima de tudo, pregar a necessária consciência da unidade planetária perante o cosmos.

Na verdade, somos todos cidadãos cósmicos no exercício eventual de uma cidadania planetária, como de resto o são todos os irmãos e irmãs espalhados pelas muitas moradas do Universo.

Porém, devido ao atual estágio de percepção que caracteriza a quem vive na Terra, buscar a consciência do exercício pleno da cidadania, seja em que nível for, é a grande meta a ser atingida.

Se você concorda com os princípios e objetivos da cidadania planetária, junte-se a nós em pensamento, intenção e atitudes.

Assuma consigo mesmo o compromisso maior de construir na Terra esta utopia, que foi e é o objetivo de muitos que aqui vieram ensinar as noções do exercício pleno da cidadania cósmica, testemunhando o amor como postura básica e essencial na convivência entre os seres.

Propague esta idéia, em especial para as novas gerações.

Sonhe e trabalhe por um mundo melhor. E saiba que muitos estão fazendo exatamente o mesmo.

Esta é uma mensagem de fé e de esperança na vida e na nossa capacidade de dignificá-la cada vez mais.


Jan Val Ellam

Fonte: http://www.orbum.org/manifesto

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Proclamação da República - Um avanço rumo ao progresso



Neste dia 15 de novembro o Brasil comemora a Proclamação da República em feriado nacional, a partir da proclamação feita em 1889 no Rio de Janeiro pelo Marechal Deodoro da Fonseca que, segundo a história, estava muito doente.

O Brasil vivia uma crise da Monarquia no final da década de 1880, pois sua representação às mudanças pelas quais o país passava eram limitadas, o que aumentou a necessidade de um governo que acompanhasse o progresso social, político e econômico.

A palavra República é original da Roma antiga e significa "coisa pública" ou "bem comum", o que sugere uma sociedade politicamente mais organizada no que se refere à participação da mesma na escolha da liderança de um país, através do voto direto.

A Doutrina Espírita, em O Livro dos Espíritos, aborda a Lei do Progresso, apresentando a melhor forma de promover a civilização, a partir do conhecimento dos direitos e deveres de cada um, com respeito mútuo, e principalmente, com a vivência de valores éticos, morais e a consciência da responsabilidade na hora da decisão do voto.

O Livro dos Espíritos - Parte Terceira – Capítulo 8 - Lei do Progress

Estado natural – Marcha do progresso – Povos degenerados – Civilização – Progresso da legislação humana – Influência do Espiritismo sobre o progresso

Civilização

793 Com que sinais se pode reconhecer uma civilização completa?

– Vós a reconhecereis pelo desenvolvimento moral. Acreditais estar bem avançados, pelas grandes descobertas e invenções maravilhosas, e estais melhor alojados e vestidos do que os selvagens. Mas apenas tereis verdadeiramente o direito de vos dizer civilizados quando tiverdes banido da sociedade os vícios que a desonram e viverdes como irmãos praticando a caridade cristã. Até lá, sois somente povos esclarecidos, que percorreram apenas a primeira fase da civilização.

A civilização tem seus graus como todas as coisas. Uma civilização incompleta é um estado de transição que origina males específicos, próprios dela, desconhecidos do homem no seu estado primitivo; mas isso não constitui senão um progresso natural, necessário, que já traz em si mesmo o remédio para o mal que provoca. À medida que a civilização se aperfeiçoa, faz cessar alguns males que gerou, e esses males desaparecerão completamente com o progresso moral.

De dois povos chegados ao topo da escala social, o único que pode se dizer civilizado, na verdadeira acepção da palavra, é aquele em que não se encontra egoísmo, cobiça e orgulho; em que os hábitos são mais intelectuais e morais do que materiais; em que a inteligência pode se desenvolver com mais liberdade; em que há mais bondade, boa fé, benevolência e generosidade recíprocas; em que os preconceitos de casta e de nascimento são menos enraizados, porque são incompatíveis com o verdadeiro amor ao próximo; em que as leis não consagram nenhum privilégio e são as mesmas para o último como para o primeiro; em que a justiça é exercida com imparcialidade; em que o fraco encontra sempre apoio contra o forte; em que a vida do homem, suas crenças e opiniões são respeitadas; em que há menos infelizes e, enfim, em que todo homem de boa vontade esteja sempre seguro de não lhe faltar o necessário.

Fonte: www.radioboanova.com.br