quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ecossistema marinho ameaçado

Poluição e clima afetam ecossistema marinho, diz relatório da ONU



Lançado no dia 19 de outubro, durante a COP-10 da CDB o livro "Proteção Global dos Oceanos: perspectivas atuais e oportunidades futuras", compilado pela IUCN (Internacional Union for Conservation of Nature), The Nature Conservancy, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA e outros parceiros, avalia a situação global dos oceanos e oferece soluções para suprir as demandas de proteção ambiental dos recursos marinhos. É uma publicação com as melhores visões cientificas e políticas disponíveis hoje, escritas por 30 dos maiores conservacionistas internacionais -- material sólido para estimular governos na criação de áreas protegidas.

Com apenas 1% da extensão global dos oceanos sob a proteção de unidades de conservação, os países estão muito aquém da meta de 10% prometidos para 2010, em comparação com os 13% que alcançaram na terra. Atualmente existem 5.880 áreas marinhas protegidas, a maioria localizada nas regiões costeiras, o que não cobre toda a diversidade de ambientes oceânicos. Para que se atinja um padrão ótimo de conservação marinha, que esteja associado com a produção de alimentos, qualidade de vida e saúde humanas é preciso ter gerenciamento adequado, planejamento espacial e criação de áreas protegidas, como direciona a publicação da IUCN. No entanto, os planos atuais de conservação dos oceanos ainda não são suficientes para garantir sua real proteção.

O relatório global demonstra que os ecossistemas marinhos em todo o mundo estão correndo o risco de sofrer uma grande deterioração nas próximas décadas, pois os oceanos enfrentam crescentes ameaças da poluição, pesca predatória e mudanças climáticas. Ele previu que a fertilidade nos oceanos vai cair em quase todas as regiões do planeta até 2050 e a indústria da pesca será dominada por espécies menores, localizadas mais na base da cadeia alimentar.

As temperaturas da superfície dos oceanos podem subir até 2100 se não forem tomadas providências para diminuir os impactos das mudanças climáticas, afetando recifes de coral e outros organismos marinhos, informou o relatório.

Outra ameaça é o contínuo aumento de níveis de nitrogênio, que pode causar elevação na quantidade de algas e levar ao envenenamento de peixes e outros animais marinhos.

“Serviços multimilionários, inclusive a indústria da pesca, o controle climático e os que sustentam indústrias como o turismo estão sob risco se os impactos ao ambiente marinho continuarem incontrolados e sem diminuição”, afirmou Achim Steiner, chefe do Programa Ambiental da ONU, em comunicado.

Relatórios regionais esboçaram medidas que podem ser adotadas por políticos, com o estudo do Pacífico-Noroeste, que cobre China, Japão, Coreia do Sul e Rússia, pedindo maior controle da água de lastro dos navios e da quantidade de peixes. A água de lastro dos navios pode ser prejudicial aos oceanos por transportar espécies marinhas invasivas para outras regiões, podendo causar um aumento na extinção da vida marinha nativa, informou o relatório global.

Fonte: http://novo.maternatura.org.br/news.php?news=585

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Protesto em Jurerê contra estaleiro OSX

Ato une pescadores, comunidade, ONGs, entidades de bairro...
Por Celso Martins
Cerca de 300 pessoas participaram do ato contra o Estaleiro OSX em Biguaçu/Baía Norte de Florianópolis, liderado pela Associação de Moradores e Proprietários de Jurerê Internacional (AJIN), com o apoio de outras entidades comunitárias e ambientalistas. O Sea Shepherd Brasil (Guardiões do Mar) trouxe dirigentes de São Paulo e Rio Grande do Sul e grande número de filiados, marcando importante presença no evento.



Os manifestantes ocuparam uma faixa da areia de Jurerê, onde receberam os pescadores vindos em barqueata de Governador Celso Ramos e Biguaçu, além de duas escunas que operam em Canasvieiras.

Fonte: www.baiasdeflorianopolis.blogspot.com

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Manifestação contra o Estaleiro OSX dia 09



O Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis convida para a manifestação em Jurerê Internacional, dia 09, sábado, 10 horas, contra a instalação do Estaleiro OSX,em Biguaçu.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Chilenos não querem termoelétrica de MPX

Chilenos não querem termoelétrica de Eike Batista
Texto atualizado em 28 de Setembro de 2010 - 01h59

Vera Gasparetto
de Florianópolis/SC

A empresa MPX Energia, do megaempresário Eike Batista, que quer construir uma central termoelétrica na região do Atacama, no Chile, enfrenta forte resistência da Comunidade Agrícola Totoral, que acusa o negócio de prejudicial ao meio ambiente e à sobrevivência de futuras gerações do local. Quem falou sobre o conflito ao PortoGente, por e-mail, foi Alvaro Toro, do Observatório Latinoamericano de Conflitos Ambientais.

PortoGente – Quais os riscos que o projeto de Eike Batista pode causar ao meio ambiente e à população da costa da Chile?
Alvaro Toro - Esta central que pretendem construir junto à Comuna de Copiapó, na área de Punta de Cachos, alterará significativamente o meio ambiente da localidade e afetará as populações pobres que ali vivem, como é a Comunidade Agrícola Totoral.

PortoGente – Como está o processo de licenciamento da termoelétrica?
Toro - Em 13 de setembro, a Corte de Apelação de Copiapó acolheu, por unanimidade, o Recurso de Proteção apresentado pela comunidade da área. Com esta ação o tribunal anulou a decisão do governo de Sebastian Piñera, que havia mudado, em 7 de agosto, o informe de qualificação ambiental que definia como “indústria contaminante” o projeto de Castilla, outorgando somente o caráter de “molesta”, com o qual facilitaria sua aprovação.

PortoGente – Quais foram os motivos da decisão da Corte de Apelação?
Toro - A Corte observou vários antecedentes para decidir. O aspecto central é a magnitude da contaminação que implica a construção e a operação da termoelétrica. É importante destacar que se trata de uma central que usará como combustível carvão pulverizado e que pretende produzir mais de 2.400 MW, o que a transforma na maior e mais contaminante central de todo o Continente.

PortoGente – A MPX ainda pode convencer as autoridades ambientais?
Toro – Com esta decisão, a MPX só poderá apelar para a Corte Suprema (máximo tribunal de justiça do país), até 24 de setembro. O pronunciamento da Corte deverá reativar o processo de avaliação ambiental, que está suspenso por mais de oito meses, e que faltam apenas dois dias de prazo (de um total de 180 dias que estabelece a lei) para sua votação. Portanto, notificadas as partes, a sociedade exige que a Comissão Regional de Meio Ambiente (Corema), de Atacama, faça a suspensão e vote imediatamente contrário à qualificação ambiental.

Fonte: www.portogente.com.br

domingo, 26 de setembro de 2010

Moção de Repúdio ao Estaleiro OSX

MOÇÃO DE REPÚDIO AO ESTALEIRO OSX NA BAIA NORTE DA ILHA DE SANTA CATARINA

A ONG Sócios da Natureza de Araranguá/SC, integrante do Movimento pela Vida (MPV) de âmbito regional, filiada a Federação das Entidades Ecologistas Catarinenses (FEEC), integrante da Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA), do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (FBOMS) e Conselheira do CONAMA Biênio 2009 a 2011 pela Região Sul (SC, RS, PR), vêm através deste documento manifestar sua posição de repúdio ao processo de licenciamento do Estaleiro OSX na baia norte da (ilha de Florianópolis e Biguaçu), no Estado de Santa Catarina. Repudia também o tratamento dado ao parecer do ICMBIO que é soberano e legítimo, quando aponta preocupação com a biodiversidade local. Repudia o descaso dado as comunidades e suas associações, as ONGs socioambientalistas e aos artigos bem fundamentados de especialistas na temática. Dezenas de documentos acompanham em anexo (200 páginas) esta solicitação endereçada aos Conselheiros e ao Presidente do Conselho Nacional do Meio Ambiente/ CONAMA.

Fonte:www.tadeusantos.blospot.com 31.08.2010